"Eu odeio essa mania exagerada que eu tenho de te ver como a pessoa mais pura e perfeita do mundo. Eu não suporto a minha mania obsessiva e a possessividade que você me causa. É insuportável e inadmissível a maneira como te cito e te defino. Como pode? Eu odeio essa mania ridícula de te achar “pessoa certa”, pois sim, você ainda têm uma pitada de “pessoa errada”, e isso me faz ter raiva de mim mesmo, pois é loucura te amar tanto. Ou eu estou muito cego ou eu estou muito cego, não há alternativas. E é por isso que eu odeio te amar… Porque há inúmeras razões para de odiar. Ontem mesmo você não respondeu minhas mensagens de amor, e hoje você não me retornou a ligação. Semana passada você me trocou por seus amigos, e por aquela menina insuportável. Mês passado você esqueceu que fizemos um mês de namoro, e é por isso e por outros milhares de motivos que eu odeio te amar. Porque mesmo tendo tantos motivos, desde o mais simples ao mais complexo, eu te amo. E isso me torna uma pessoa odiável, pois eu odeio te enxergar como uma vida inteira."
— Alugue Felicidade, Eu odeio te amar.
"Sabe porque as meninas gostam tanto do filme “Um amor para recordar”? Ela vê que o garoto permanece com a garota até o final, mesmo sabendo que ela tem câncer. Ele poderia largar dela quando ela disse “Tenho câncer” e logo sai correndo, ele poderia ter deixado ela no momento que ela mais precisava dele, ele mostrou o contrário, que havia mudado, Decidiu se casar com ela, mesmo sabendo que não duraria tanto tempo, lutou pra mostrar pro pai dela que ele era o cara certo. Talvez ele já tinha em mente que não daria tempo pra eles terem filhos, mas mesmo assim casou, passou o ultimo momento com ela, não a deixou por nada. Mesmo ela em toda sua dor, foi feliz, porque tinha ao lado dela o cara que ela amava.Talvez as garotas querem garotos assim, que não as deixe na primeira oportunidade, que lhe ofereça a mão quando ela cair, que carregue ela no colo se o salto quebrar, que não as magoe quando estiver de tpm, não um garoto perfeito, mas um garoto responsável, que faça por merecer a mão delas, um garoto que está disposto a começar um relacionamento sério pensando no casamento, querem um garoto que um dia sonhe em ser pai, que a ame como nunca amou ninguém. Se elas são o sexo frágil, porque vocês garotos não aguentam nada com elas? Talvez deva se colocar no lugar delas. Talvez ela mereça sim um garoto como Carter foi pra Jamie."
— João Gabriel, Un-equal.
"Não sou anti-social ou qualquer tipo de antipático. Sou meio seletivo, em questão de me aproximar. As pessoas não são confiáveis, e sinceramente, prefiro ficar no meu quarto e escutar uma boa música com os meus fones de ouvido. Não sou antipático, sou totalmente simpático com aqueles que chegam e puxam uma conversa - sem o meu interesse. Eu realmente não vejo graça em algumas pessoas, e sinceramente, trocaria muitas pessoas por uma deliciosa pizza. Não sou anti-social, sou apenas fechado. Me fecho em um mundo meu, e abro-o pra algumas pessoas. Pouquíssimas pessoas, na verdade. Não odeio por completo todos, ainda acho que há uma salvação. Acho que algum dia alguém virá, e vai espalhar algumas palavras, colocando em cada cabeça oca, de que o mundo não é assim. O mundo pode ser melhor. O mundo, um dia foi melhor! Não sou totalmente inseguro, é que algumas pessoas me dão medo. Me dão a impressão que irão comer o meu coração com uma pitada de sal por cima. Não me socializo muito. Eu, em um quarto, com um computador, escutando uma boa música e escrevendo… Basta! Mas o que posso fazer, se sozinho, tudo fica pior? Um dia, quem sabe, eu encontre alguma pessoa que se destaque, em meio a tanta hipocrisia. Um dia, quem sabe, eu ache um alma perdida. Uma alma, que complete esse meu vazio que deixaram."
— Aluga-se Felicidade
"Sei que você tem outra pessoa, mas vou te contar: isso me dói tanto! É incrível, essas coisas não me doíam. Eu sentia saudade e saudade e vontade e vontade de estar perto e junto e com você e nós tínhamos tantos sonhos e coisas bonitas em papéis espalhados. Hoje eu sinto uma saudade em preto e branco. E quando eu penso que você tem outra pessoa o meu coração vai diminuindo e encolhendo cada vez mais. Enquanto eu estava olhando as estrelas pensei: ele deve estar no meio de um sonho bom. E ela deve estar dormindo abraçada nele. Voltei pra cama e abracei o travesseiro. E continuei pensando em como tudo era bom. Em como tudo era pra ser bom. Aí veio uma lágrima. E outra, outra, outra. Inevitável. Você sabe que eu sempre fui chorona. Talvez eu tenha uma visão muito romântica das coisas. Talvez eu ainda não tenha me convencido que você nunca sentiu da mesma forma que eu. Ou talvez eu não encontre explicação pra uma história dessas. Por quê? De qualquer forma o nosso encontro está marcado para a próxima vida, você sabe. Saiba também que nessa eu vou continuar te amando. Pra sempre."
— Clarissa Corrêa.
"Vamos, não adianta nada chorar assim!” disse Alice para si mesma, num tom um tanto áspero, “eu a aconselho a parar já!” Em geral dava conselhos muitos bons para si mesma (embora raramente os seguisse), repreendendo-se de vez em quando tão severamente que ficava com lágrimas nos olhos."
— Alice no País das Maravilhas
"Eu tô com fome de gente de verdade! Dá pra entender? Gente que ama, gente que perdoa, gente que corre atrás, gente que compartilha, que confia e protege. Gente de confiança… que eu possa fechar os olhos e deixar me levar. Tá faltando gente de verdade nesse mundo Zé!"
— Clara Rangel.
"Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama.Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro… Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é."
— Tati Bernardi
"Em alguns dias dói. A tristeza puxa os cabelos, arranha a cara, machuca dentro. E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê. Só ela, a tristeza."
— Clarissa Corrêa
"Desejo a você…
Segunda sem mau humor,
Ter uma surpresa agradável,
Bater palmas de alegria."
Segunda sem mau humor,
Ter uma surpresa agradável,
Bater palmas de alegria."
— Carlos Drummond de Andrade
"Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos.
Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio. Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho. Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê. Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve."
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio. Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho. Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê. Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve."
— Namore um Cara que Lê.



